• Vívian Pires

O Amor que abraça a todos igualmente

"Liberto


“Liberto do gelo são rios e riachos” são as palavras no Fausto, de Goethe, quando o estudioso passeia com seu assistente num sol de primavera. Quando nos sentimos libertos, inspiramos e sentimo-nos pertencentes a tudo, vinculados a tudo, como se fôssemos todos Um. Finalmente o gelo que mantinha nossos relacionamentos congelados, degelou. O fluxo do respeito mutuo e o ir e vir de nosso Amor pode novamente fluir.

O que, acima de tudo, desfaz o gelo? O sol e o calor, sua luz mais quente.

O que acima de tudo, permite que nossos relacionamentos congelados possam fluir novamente? É o amor mútuo. Sentimos seu livre fluir em cada célula de nosso corpo. Sentimos no brilho de nossos olhos e no abrir dos braços. Sentimos nos passos que caminham para estar juntos. Deixa o passado para trás.


O que deixava ou deixa nosso amor congelar-se? É aquela assim chamada Culpa. Outros nos fizeram algo errado e nos o fizemos a alguém. Então irrompeu entre nós o congelamento.

De certa forma tal se aplica a nossa relação com Deus, para aquele Deus punitivo, a quem a nossa Culpa pedia expiação, um terrível castigo.

Embora os cristãos redimidos pela morte de Jesus na cruz devam verificar: num grau mais elevado o gelo entre eles e aquele deus foi realmente quebrado com esta expiação? Mantém-se ante Ele de forma reverenciada e humilde e batem-se no peito com confissão: “Por minha culpa, por minha máxima culpa”?

Não seria necessário outra Páscoa e outro passeio de Páscoa para nos deixar respirar livremente? Não seria preciso o sol e o calor deste para se ter outra imagem de Deus?

Que imagem seria essa? A imagem daquele Deus Criador, que diz, em cada momento, "Eis que faço tudo Novo." Como? Com o amor que abraça todos igualmente, todos, inclusive os chamados pecadores.



O que fizeram os cristãos e com eles muitas outras pessoas, a este Deus, levando-o as profundezas com seus pensamentos de Culpa e Expiação, como se a Culpa não fosse também uma força criadora, que no fim nos empurra e conduz a um outro amor? Sem expiação? Sem a associação expiatória da autodestruição, da destruição de outros e finalmente a destruição da criação? Onde fica aqui o Sol? Onde fica o seu calor gerador de vida? Onde fica aqui aquele poder criador, ante o qual nada pode existir que lhe enfrente, nem culpa, nem expiação? Então é preferível que façamos nosso passeio de Páscoa de forma diferente, libertando nosso coração do gelo, do gelo desta imagem de Deus, que congelou o nosso amor? E Tal Origem Criadora - faz cada sentido indigno, aquele poder, de onde tudo provem, tal como é?


Libertados deste Gelo, nossos corações batem mais forte.

Como?


Com uma nova imagem do Amor de Deus, com um novo Amor para nós mesmos, e para todos os demais, libertos do gelo de qualquer culpa e expiação ."

Bert Hellinger


Livre tradução para o alemão feita por René Schubert.

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