• Vívian Pires

Boa e Má Consciência - Pensamentos Terapêuticos

Bom dia!!

A postagem de hoje dos #PensamentosTerapêuticos é sobre Boa e Má Consciência!

Fiz uma enquete no instagram esses dias e 62% das respostas disseram que Sim, sabem do que se trata! Uau! Parabénsss pra ess@s alun@s dedicad@s!

Pra quem ainda não sabe, vamos lá!

Bert Hellinger descobriu que existe uma consciência familiar, além da consciência individual e antes do inconsciente coletivo, descoberto por Jung. Chamamos também de Consciência Arcaica. Ela diz respeito a sobrevivência do sistema (familiar), como esse sistema onde você nasceu sobreviveu.

Assim, por mais que nossa Consciência Pessoal individual queira fazer determinada coisa, como estudar, viajar pro exterior... a Consciência Arcaica diz "Você tá louc@? Nós sobrevivemos sem estudo/ sempre vivendo na mesma cidade, que papo é esse de fazer diferente? Você quer nos colocar em risco?"

Aí se instalou a briga interna! Por maaais que você queira muuuito se formar, muuuito morar fora, a todo momento você se boicota! Quem nunca? Você deixa de entregar os documentos no prazo, você dorme nas aulas da faculdade, não entrega os trabalhos, não estuda pra'quele concurso que te pagaria muito mais que sua família até então já recebeu!

A isso chamamos Boa Consciência! E meu objetivo aqui é que você perceba o quão tola é a frase "durmo com a cabeça tranquila no travesseiro, minha consciência tá tranquila!". SIM! A Consciência de fazer o mesmo que a família fez até agora, a consciência tranquila de que nada nem ninguém no meu sistema "corre nenhum risco", tudo continua o mesmo.

Se na sua família as mulheres não se casam, ou não permanecem casadas, você vai lá, reúne todas suas forças e acaba o casamento que tava marcado pra daqui 1 mês, vai deitar e diz a tal frase da consciência tranquila, sorrindo ainda! SIM! Eu pertenço a esse sistema onde as mulheres não se casam, então, como eu vou fazer diferente?




A Má Consciência seria justamente perceber esses padrões repetitivos e rompê-los. Com respeito, obviamente! Aí você, homem, se dá conta que na sua família todos homens são ausentes (emocional ou fisicamente), estuda um pouco sua história e percebe que isso teve origem quando seus antepassados saíram do país de origem e seu trisavô morreu no meio da viagem, chegando aqui somente sua trisavó com as crianças pra encarar esse país totalmente desconhecido: Seu sistema sobreviveu com as mulheres se virando sozinhas com as crianças! E você quer fazer diferente? SIM! Honrando e incluindo todos homens dessa família, honrando e incluindo todo esforço dessas mulheres, toda a dor desses filh@s sem pai e ESCOLHENDO fazer diferente em 2019 para homenageá-los!

Já é 2019 e aqui é tudo tão diferente, a tecnologia que nos permite se comunicar à distância, a medicina e os medicamentos que (bem ou mal) evitam muitas mortes... Por que você ainda precisa agir como em 1500?

Bert Hellinger diz que esse é nosso maior medo: não pertencer, não ser igual, ser excluído por ser diferente.

Como seria olhar pra sua família e analisar os padrões? Como seria encarar o medinho de não ser igual a tod@s el@s? Como seria agradecer tudo que foi e fazer diferente, também em homenagem a el@s? Como seria dizer "Eu escolho ser/fazer... e ainda assim pertenço! E quando consigo ..... também é em homenagem a vocês!"

Ah, mais uma coisa, vivemos em ambas consciências o tempo todo, ninguém está totalmente na Boa ou na Má! ;)


Super beijo!!

Vívian Pires

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